Comprehensive Breast Cancer Risk Assessment for Chek2 and ATM pathogenic variant carriers incorporating a polygenic risk score and the Tyrer-Cuzick model

Foi publicado no JCO Precision Oncology em 24/ junho o estudo discutido na ASCO/2020 sobre o desenvolvimento de uma novo modelo de estratificação de risco de câncer de mama integrando os fatores de risco clínico avaliados com a calculadora de risco Tyrer-Cuzick , o risco atribuído a variante patogênica no gene CHEK2 ou ATM e o score poligêncio 86 SNPs ( PRS).
Comprehensive Breast Cancer Risk Assessment for CHEK2 and ATM Pathogenic Variant Carriers Incorporating a Polygenic Risk Score and the Tyrer-Cuzick Model

INSIGHT em oncogenética


 

Durante as etapas de desenvolvimento do modelo foi analisado a associação e interação entre os diferentes fatores: variáveis clínicas, status da variante patogênica (carreador x não carreador) e PRS.

Apesar de aproximadamente metade das variantes patogênica no CHEK2 serem a variante fundadora 1100delC, análise de regressão logística mostrou semelhantes ORs entre os diferentes tipos de variantes (missense, 1100delC e outras), indicando ser pouco provável que o tipo específico da variante tenha impacto no risco;
Na análise de interação entre os fatores de risco apenas história familiar mostrou forte associação estatisticamente significante entre o status de variante patogênica no CHEK2 e ATM e os fatores avaliados no Tyrer-Cuzick, mostrando que qualquer um dos outros fatores conferem o mesmo risco para carreadores e não carreadores.

Não houve interação entre o PRS 86 SNPs e o status de variante patogênica CHEK2 e ATM mostrando que todos os fatores conferem o mesmo risco a mulheres com alto ou baixo score.

Por fim, aplicando o modelo combinado : variáveis Tyrer Cuzick (TC)+ risco variante patogênica (VP) + PRS foi calculado o risco vitalício (lifetime risk) remanescente de câncer de mama (RLR), comparando com o modelo Tyrer- Cuzick isolado e modelo Tyrer-Cuzick combinado apenas com status da variante em pacientes carreadoras de variantes no CHEK2 e no ATM não afetadas.

Dentre as pacientes com variante patogênica no CHEK2 nenhuma havia sido classificada como alto risco usando apenas o modelo Tyrer-Cuzick; Utilizando o modelo combinado (TC + VP + PRS) 71 mulheres (15,5%) foram reclassificadas com menor RLR e 59 mulheres (12,9%) com maior RLR. E entre as carreadoras de variantes patogênicas no ATM, com o modelo combinado 21 (9,7%) foram estratificadas com menor RLR e 23 (10,6%) para maior RLR.

Algumas limitações do estudo discutidas foi o fato de incluir apenas mulheres de ancestralidade europeia uma vez que PRS foi validada nessa população, não incluiu outros fatores clínicos como densidade mamária que poderia influenciar no risco e a inclusão de outros SNPs talvez possam estratificar ainda mais o risco.

A Combinação de risco poligênico e outros fatores de risco para carreadores de VP pode fornecer uma estratificação de risco mais personalizada que pode ser usada para decisões de rastreamento e medidas preventivas. A combinação precisa de PRS, Tyrer-Cuzick e status VP pode reduzir o uso excessivo de métodos dispendiosos de rastreamento e prevenção, ao mesmo tempo em que garante que esses recursos sejam considerados e priorizados apropriadamente para pacientes com maior risco de câncer de mama.

Para ter acesso a discussão e artigo na íntegra acesse aqui.

 

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